
40 anos nos fazendo rir...
Um programa que fez gerações soltarem muitas gargalhadas, com um humor ingênuo e original, ultrapassando décadas no ar. Chaves (El Chavo del Ocho) é um dos programas que estão à mais tempo no ar, mas também não é para menos, porque não há alguém que não adore o
programa.Criada por Roberto Gómez Bolaños (o Chaves, isso mesmo), a série foi exibida originalmente entre 20 de 1971 e janeiro de 1980, e desde então a série ficou cada vez mais famosa, e principalmente no Brasil alcançou incrível audiência. Por aqui a série foi primeiramente exibida pelo SBT, e até hoje isso acontece, e agora a série é exibida pela Cartoon Network, o que demonstra que ainda conquistará muitos fãs.
Há muitos fatos que pouquississíssimas pessoas sabem, como por exemplo:
- Florinda Meza García (dona Florinda) já foi casada com Carlos Villagrán (Quico), mas hoje ela é casada com Roberto Gómez Bolaños (Chaves).- No episódio "Vamos ao cinema?", uma das frases mais clássicas do seriado é dita por Chaves: "Seria melhor ter ido ver o Pelé". No original, o filme que vão assistir é El Chanfle, estrelado pelo elenco do seriado e que fala justamente de futebol.
- Tangamandápio, o local onde o carteiro Jaiminho nasceu, existe de verdade e é uma pequena cidade mexicana localizada no noroeste do estado de Michoacán.
- No começo da série, Roberto Gomez Bolaños teve que economizar dinheiro para montar o cenário, pois a Televisa(Canal Mexicano) não bancava nada. Por isso o cenário era todo feito de papelão e isopor.- Chaves mora no apartamento nº 8. Mora de favor, pois Seu Barriga não cobra aluguel para o menino não morar
na rua e nem no barril. O nome da série, porém, nada tem a ver com o apartamento de Chaves, e sim pelo fato de a série ser exibida no canal 8 de televisão do México. Ainda assim, o fato passou para a série na forma do número do apartamento de Chaves.
- No episódio Vamos ao Cinema, Dona Florinda diz que o Quico vai morar com a madrinha rica dele. Este foi um episódio em que Carlos Villagrán estava afastado da série.
- O episódio em que Chiquinha vai visitar as tias em Presidente Prudente foi improvisado pela produção. Boatos da época diziam que a atriz María Antonieta de las Nieves ficou grávida e precisou se ausentar das gravações.
- No episódio "A Catapora da Chiquinha", Seu Barriga diz a Seu Madruga que vai examinar a Chiquinha, por ter sido médico. Na vida real, o ator Edgar Vivar era médico, antes de entrar para o seriado.
- A música tema dos encontros do Professor Girafales e Dona Florinda é, originalmente, trilha sonora do filme "E o Vento Levou", e se chama "Tema de Tara".
- O querido personagem Sr. Barriga mora na Rua Baleia, esquina com a Rua Cachalote, na Vila dos Elefantes.
- Em 1978, foram rodados os últimos episódios em que o Quico aparece. Os episódios de Acapulco foram os últimos episódios exibidos no México, com a presença do Quico. Com a canção "Boa Noite Vizinhança", tocada no último episódio de Acapulco, Quico se despediu da série. A canção não é uma espécie de homenagem de Chespirito a Villagrán, ao contrário do que muitos pensam.- Conquistou fãs em 120 países do mundo e chegou a ser dublada em dez idiomas diferentes.
- Foram feitos mais de 1.000 episódios de Chaves.
- Quando Ramón Valdés (Seu Madruga) morreu, em agosto de 1988, o enterro foi acompanhado por muita gente. E, como afirma Edgar Vivar (Sr. Barriga), todos aplaudiram quando terminaram de enterrá-lo. Há outro fato emocionante que também é comentado pelos que estiveram presentes. Angelines Fernández (D. Clotilde), que era muito ligada a Ramón, sofreu muito. E, no enterro, ficou parada duas horas diante da sepultura de seu companheiro, chorando e falando sozinha, como se estivesse conversando com Ramón. Uma filha de Angelines disse que a mãe nunca mais foi a mesma depois da morte dele. Que descuidou da saúde, envelheceu mais rápido. Era sem dúvida uma forte amizade. As filhas de Ramón Valdés afirmaram que o pai era muito amigo especialmente de Carlos Villagrán (Quico), Edgar Vivar e Angelines Fernández.
Um pouco sobre os atores
Chaves (Roberto Gomez Bolaños)
Escritor, publicitário, desenhista, compositor de músicas e letras de canções populares, ator, diretor, produtor e pai de 6 filhos. Chespirito é uma forma "castelhanizada" do vocábulo inglês Shakespeare. Tal apelido foi posto nele pelo diretor de cinema Agustín Delgado, que considerava Roberto Gómez Bolaños um pequeno Shakespeare (estatura de Bolaños: 1,60m).
Roberto Gómez Bolaños "Chespirito" estudou engenharia, mas nunca exerceu a profissão. Milhões de pessoas durante quatro gerações se somam em uma única voz para agradecer a Chespirito, que deixou a eletricidade e a mecânica de lado (ainda que também seja algo criativo) para se dedicar a divertir milhões de pessoas. Assim então, Chespirito se iniciou como publicitário na empresa publicitária D'Arcy, quando tinha 22 anos.
A partir da segunda metade da década de 50, a atividade de Gómez Bolaños como roteirista foi muito intensa. Escreveu para rádios, programas de TV e para o cinema. Durante 10 anos alimentou com seus roteiros o programa semanal "Cómicos y canciones", que fez muito sucesso. Entre 1960 e 1965, dois programas disputavam o primeiro e segundo lugar da TV mexicana, e ele escrevia ambos.
Chiquinha (Maria Antonieta de las Nieves)
Maria Antonieta começou sua carreira muito cedo, logo com seis anos de idade já realizava seus primeiros trabalhos. Com oito anos na novela “La Leona”, Antonieta interpretando uma menina má, recebeu seu primeiro prêmio e foi muito comentada no México, aonde mais tarde, a partir de seu segundo prêmio com dez anos, se tornaria ícone da televisão mexicana. A atriz começou a trabalhar ao lado de Roberto Gómez Bolaños, quando este procurava uma mulher jovem e baixa para uma comédia local. Quando Chespirito falou com Antonieta sobre a proposta, ela disse que não era atriz cômica e sim dramática, nada mais. Chespirito replicou dizendo: "Então não é uma boa atriz. Não há atores dramáticos ou cômicos. Há atores". Essas palavras fizeram Maria refletir, e aceitar a proposta. Com 16 anos fazia “Los Super Gênios de la mesa cuadrada” o primeiro estouro de Chespirito. Em 1974 quando seu personagem fazia sucesso, recebeu proposta de uma concorrente da Televisa para fazer um programa de variedades, mas este não deu certo.
Em 1975 casou-se e voltou aos seriados de Chespirito, incentivada pelo então marido. Maria Antonieta chegou a protagonizar a série “Aqui está la Chilindrina” em 1995, série que foi reprisada até o final do milênio, mesmo com 17 capítulos, por longos 5 anos a produção foi sucesso por onde passou. Em 2002 depois de ter ganhado sua primeira neta, sofreu um pré-infarto e assustou seus fãs, indo parar no hospital. Em 2003 se despediu com seu circo desativando-o. Hoje em dia ela atua em telenovelas e está em paz com Chespirito, homem com quem guerrilhou desde 1995.
Quico (Carlos Villagran)
O intérprete do bochechudo metido a riquinho nasceu em 12 de janeiro de 1944. O curioso é que ele no início não era nada rico. No vilarejo aonde vivia, a sua família era a mais pobre de todas, pra se ter idéia Carlos Villagran na sua infância nunca havia dormido em um colchão. Ele é conhecido como Pirolo, pois antes de atuar em Chaves, tinha um personagem com esse nome. Ainda antes de viver o Pirolo, Villagran foi fotógrafo profissional de vários jornais conceituados do México. Seu sonho era ser comediante ou jogador de futebol. Felizmente, a convite de RubénAguirre, Carlos Villagran deixou a fotografia aos 23 anos e começou a viver Quico, personagem que já interpretava no teatro. No ano de 1979, Carlos Villagran deixou o elenco de Chaves e foi trabalhar na Venezuela. Lá fez o programa Federrico, que não fez muito sucesso.
No México, fez Ah que Kiko e, no Chile, O circo de monsieur Cachetón e Kiko botones. Diz Carlos Villagran que ele deixou o elenco de Chaves e Chapolin porque seu personagem Quico estava ganhando muita popularidade e ele estava sendo convidado para gravar discos e comerciais. Por isso quiseram diminuir a participação dele nos seriados e ele não aceitou. Mas isto é o que ele diz. Numa entrevista, Chespirito disse que Carlos Villagran o falou que queria tentar carreira solo e Bolaños disse que tudo bem, mas se ele quisesse voltar ao Chaves, todos o receberiam de braços abertos. Carlos Villagran já teve um caso com Florinda Meza antes de esta se casar com Chespirito. Ficou 20 anos sem se falar e nem sequer ver Roberto Bolaños, até que encontrou-se com este num especial da Televisa em homenagem ao comediante realizado no dia 1° de Abril de 2000. Fizeram as pazes? Aparentemente, sim. Atualmente, Carlos vive na Argentina e está em atividade com seu circo “El circo de Kiko”, que inclusive já veio ao Brasil. Ele vive com sua esposa e com seus seis filhos.
Seu Madruga (Ramón Valdés)
Nasceu no ano de 1923. Era um homem admirável e com tamanhas e indescritíveis virtudes. Amigos mais próximos dizem que Ramón Valdés gostava de usar roupas cômodas e que não se misturava muito em festas, era extremamente calmo e muito diferente de seu personagem Seu Madruga. Curiosidade ou não, as roupas com que Valdés atuavam era as mesmas que ele andava no dia-dia. Um amante do cinema, trabalhou em mais de cinqüenta filmes, às vezes trabalhava em cinco filmes no mesmo ano, na maioria das vezes ao lado de seu irmão Cantinflas ou de seu colega Chespirito. Ramón Valdés possuía um problema mental, mas isso não afetava sua interpretação. O ator chegou a ser considerado um dos melhores do México. Chespirito conta que ele era genial, decorava os textos rapidamente e era o que menos falhava em cena. Nascido no berço de ouro do humor, o ator foi irmão de dois grandes atores humorísticos: os inesquecíveis Manuel Valdés “El Loco” e German Valdés “El Tin Tan”. Valdés possuía uma amizade muito forte com Carlos Villagran (Kiko) e Angelines Fernandes (Dona Clotilde). Em 1979, Ramon abandonou o seriado de Chespirito em respeito a seu amigo Villagran, e junto a ele, foi fazer os programas de Kiko na Venezuela. Antes de morrer devido a um câncer no estômago, que se originou no pulmão pelo fumo em excesso, Ramon havia casado três vezes e deixado dez filhos. Em 9 de agosto de 1988 o humor ficou mais pobre, morria Ramón Valdés, deixando milhões de fãs espalhados por todo o planeta.
Dona Florinda (Florinda Meza)
Atualmente casada com Roberto Gómez Bolaños (Chaves), Florinda Meza colabora com a peça teatral “11 y 12” onde o protagonista é seu marido. Sempre atuando fielmente ao lado dele, Florinda Meza já fez vários tipos de trabalhos na sua brilhante carreira. A atriz escreveu e atuou em novelas, dirigiu programas de TV, escreveu para filmes e peças teatrais, dança e canta ópera perfeitamente, além de ter experiência no ramo da política. Junto com o seu marido a atriz conseguiu eleger Vicente Fox a presidência do México.
Algumas das novelas que Florinda Meza escreveu são: La dueña (refilmada e exibida no Brasil pelo SBT com o nome de Amor e ódio, em 2001), Milagro y magia e Alguna vez tendremos alas. Um fato curioso na vida de Florinda foi o de ela já ter tido um caso com Carlos Villagrán (Quico), antes de se casar com Chespirito. Dizem que graças a ela, Roberto Gómez Bolaños e Carlos Villagrán travaram uma briga dura e deixaram de se falar por duas décadas, não mantiveram nenhum contato por 20 anos, até se encontrarem novamente numa homenagem feita pela emissora Televisa a Chespirito. Hoje em dia, Florinda Meza vive no México com seu marido e ainda é atriz, mas se dedica mais à família e aos seus seis filhos.
Pr. Girafales (Rubén Aguirre)
O romântico e nada modesto professor da escola primária já fez vários trabalhos na televisão antes de virar um alto executivo da Televisa, já foi locutor de rádio e televisão, ventríloco, ator, narrador de touradas, toureiro, diretor de televisão, produtor e até sub-gerente de produção. Começou a trabalhar ainda quando criança, passou por várias emissoras, até chegar na Televisa aonde exercia um cargo do alto escalão. Começou como ator no programa “Chespiritotadas”, programa que não durou muito tempo. Rubén, que é formado em engenharia agrônoma, preferiu ser ator e começou a trabalhar nos programas e filmes de Roberto Bolaños. Com o fim definitivo em 1993 das séries de Bolaños, Rubén seguiu com sua amiga Maria Antonieta para o programa “Aqui está la chilindrina”, onde produziu e dirigiu a série. Desde de 1976, Rubéns é proprietário de um circo: "El Circo del Professor Jirafales". Mas nos últimos tempos, tem mantido-se afastado do seu público e deixado de fazer shows, pois sente muita vergonha do seu corpo. Atualmente, o ator que ficou conhecido interpretando o Professor Jirafales está pesando mais do que pesava antes o próprio Seu Barriga. Aguirre engordou mais de 25 quilos (foto) devido ao uso de um medicamento para curar um problema que tinha na perna há alguns anos. Hoje, Rubén Aguirre vive com sua esposa, Consuelo Aguirre, com quem teve 7 filhos.
Seu Barriga (Edgar Vivar)
Edgar Vivar é um assíduo sócio do Centro Universitário de Artes. Vivar iniciou sua carreira em 1964 e, em 1970, quando realizava rádio-teatro foi convidado por Roberto Gómez Bolaños para participar de seus seriados. Além de ator, Edgar Vivar é médico, profissão que o mesmo não gosta de exercer. Ao se formar trabalhou apenas dois anos como agente de saúde. “Médico de profissão e ator por maioria de votos” é como o mesmo se define. Nos últimos anos, ele teve vários problemas cardíacos devido a seus quilos a mais, que originaram seu nome no seriado “Chaves”. Por causa destes problemas teve de se afastar do trabalho. Hoje em dia, Edgar está com seu circo e seus personagens aposentados. Assim como a maioria dos ex-atores das séries, Edgar tinha um circo, que se chamava "Circo de Noño y el Señor Barriga". Nas turnês que realizou com seu circo, fazia algo no mínimo curioso: interpretava o Nhonho e o Seu Barriga, e contracenava numa vila montada no próprio circo com atores covers. Após deixar os programas de Chespirito no inicio dos anos 90, devido a problemas pulmonares, causados por um problema glandular que fazia ele ganhar muito peso, Edgar é vitima de tireóide. Graças a tratamento médico contínuo, emagreceu mais de 50 quilos em um ano. Edgar Vivar despediu-se dos personagens Seu Barriga e Nhonho em 2002. Em um programa realizado na TVN do Chile, em 15 de setembro de 2002, o ator afirmou que sua decisão de abandonar os personagens foi por um simples fato. Na opinião do ator, seus personagens já cumpriram um ciclo e os anos já lhe são um peso.
Dona Clotilde (Angelines Fernandes)
Poucos sabem, mas a nossa tão querida Bruxa do 71 não era mexicana. Ela nasceu no dia 30 de julho de 1924 na cidade de Madri, na Espanha. Para a tristeza dos fãs da série, Angelines faleceu no ano de 1994, com a mesma causa de seu colega de trabalho Ramón Valdés (Seu Madruga). A atriz morreu com câncer no pulmão devido excessiva quantidade de fumo. Hoje em dia seu corpo pode ser visitado no cemitério de Mausoleos del Ángel, no México. Angelines Fernandes chegou ao México no ano de 1947, fugindo da ditadura que crescia exageradamente na Espanha. Após a fuga, a atriz tentou buscar refúgio no México, porém o mesmo não foi possível. Ficando três anos em Cuba, em 1950 quando sua documentação foi regularizada, a atriz entrou no país, onde mais tarde seria a pioneira do cinema mexicano. Chegou a trabalhar nos filmes dos comediantes mexicanos Cantinflas e Arturo de Córdovas. Com um início difícil em radionovelas, a atriz foi convidada por Roberto Bolaños para interpretar a Dona Clotilde, personagem que a consagrou famosa em toda a América Latina. A atriz interpretou brilhantemente a querida Clotilde por mais de 23 anos. Segundo afirma sua filha as crianças tinham medo de Angelines, achavam que ela era realmente uma bruxa. No começo ela ficava irritada com isso, mas depois começou a aceitar e até mesmo a achar engraçado. A melhor amiga de Angelines foi Maria Antonieta de las Nieves, a Chiquinha. Poucos podem acreditar, mas Angelines Fernandes foi considerada uma das mulheres mais belas do México em sua juventude. E por ironia do destino, sua principal personagem tinha como característica maior ser muito feia.referencia: chaveserebelde.blogspot.com, wikipedia.
Site Oficial: http://www.chespirito.com/




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